SER Coach: Uma Visão, Missão e um Propósito
- Aurivan Sergio J. Silva - Psicólogo - CRP 03/29780

- 24 de abr. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de out. de 2020
Podemos pensar a pratica do Coaching levando-se em conta duas formas de atuar, enquanto Coach: O Coach & Ferramentas e o Coach & Filosofia.
O Coach pode utilizar formulários, ferramentas e testes nas suas sessões de Coaching? Sim, pode.
Esses instrumentos possuem seu valor para os Coaches que estão iniciando, que ainda não se sentem seguros para conduzir sessões de Coaching.
Não se pode prever tudo que o seu Coachee irá trazer para ser trabalhado e neste sentido ter uma "caixa de ferramentas" disponível para o uso, deixa o Coach iniciante mais seguro.
Há também outro viés: Utilizar ferramentas pode proporcionar mais tangibilidade ao Coachee, que sente-se mais confortável e engajado quando o processo de Coaching traz mais aspectos objetivos do que subjetivos .
Enfim, o processo é permeado pela incerteza do que o Coachee irá trazer para a sessão. E como lidar com isso?

Será que os formulários, ferramentas e testes, por si só, darão conta de trazer ao Coach as informações necessárias para que ele possa contribui de forma efetiva para a construção da jornada de aprendizado do Coachee?
Por outro lado, há o Coach que adota uma linha mais filosófica, que faz uso da arte de formular perguntas que provoquem no Coachee reflexões, insights profundos e resoluções de dissonâncias.

Uma pergunta bem formulada, aberta, pode gerar impacto positivo e prender a atenção do Coachee, propiciando um clima e um espaço adequado para gerar questionamentos, dúvidas e reflexões, alimentando um bom dialogo.
Desta forma, podemos pensar que uma pergunta instigante , transformadora, seja capaz de provocar no Coachee novas formas de pensar e agir gerando significados profundos, transformacionais.
Portanto, é extremamente importante que nós, Coaches, tomemos consciência e cuidado com o uso de ferramentas, formulários e testes de forma parcimoniosa, bem como está atento as nossas interpretações, evitando juízos de valor e de moral, percebendo as nossas ações, buscando praticar o estado de presença e a escuta ativa, cada vez mais neutra, proporcionando uma compreensão para além do que percebemos de nossas possibilidades interpretativas.

SER COACH é se implicar enquanto um SER que se conecta com outro SER, com intuito de SERVIR.
SER COACH é estar em conexão com nossa visão, missão e ao nosso propósito.
Comentários